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11 de setembro
Voltando às amenidades, lembro aos três leitores deste blog que meu aniversário está chegando e como eu não tenho orkut, acredito que seja proveitoso lembrá-los sobre tal data e sobre mimos que eu quero de presente.
A data é única: 11 de setembro. (daqui eu ouço as palavras: NOSSA! NO DIA DAS TORRES!!!). Eu nasci bem antes que o WTC caísse. Então meu aniversário é bem mais importante. Apesar de que essa data é um pouco macabra.
Quantos aos presentes, o que eu mais queria, de verdade, era sanidade mental e que meu pai se curasse. Nada demais. Quanto aos materiais, são eles:
- Uma bolsa da Frida Kahlo que vi na rua. Na Rua Augusta, no ombro de uma menina.
- O DVD Luau MTV dos Los Hermanos. Está fora de catálogo há tempos, e é só o que falta para a minha coleção de hermaníaca.
- O DVD “Juno”. Porque eu só tenho um arquivo que ganhei da minha amiga lá em Estreito.
- Os CDs das bandas: Mombojó, Móveis Coloniais de Acaju, Vanguart, Eddie e Ludov. Porque quando eu gosto de uma banda, não me adianta só o MP3, eu gosto de ter os CDs.
Ah, e tem os presentes impossíveis: um laptop, uma máquina fotográfica profissional (com uma teleobjetiva fodástica). E os que estão no padrão sonho: minhas férias sempre adiadas, a viagem à Paris-Praga-Amsterdã, um amor pra dividir a vida, sair da faculdade depois de dez anos e cinco cursos diferentes...
Pois é, amigos, apesar dessa lista aí, qualquer feliz aniversário que me derem já me deixará muito feliz. Especialmente de uma pessoa que provavelmente nem vá se lembrar...
Escrito por Vivis às 15h57
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Eu não quero
Eu não quero mais falar sobre silêncios que me incomodam. Eu não quero mais falar sobre como me sinto triste. Não quero mais falar sobre a angústia desse vazio que sinto cada dia que eu não tenho respostas para as minhas dúvidas. Eu não quero mais pensar em como poderia ter sido, em como será daqui para frente. Eu não quero mais me magoar lendo tudo que me foi dito quando tudo ainda valia pena. Eu não quero mais fingir que não ligo, que não me importo ou que não criei isso tudo a partir de palavras que não eram de verdade. Eu não quero mais me magoar. Eu não quero mais pensar nele. Eu não quero pensar nela. Não quero pensar neles.
Eu não quero mais me apaixonar pela pessoa errada na hora mais imprópria possível...
Escrito por Vivis às 10h08
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Vergonha?
Ás vezes (nem sempre) eu sinto muita vergonha de morar em São Paulo e ter um vereador que dá uma declaração dessas:
Agnaldo Timóteo acha esse negócio de "combate à exploração sexual de adolescentes" uma hipocrisia, porque as meninas de 14 anos "já têm peito, usam aqueles shortinhos... Ganham um cascalho do turista, o que é que tem?"
E ainda nem começou o horário eleitoral na TV e no rádio. E a escolha em quem votar está bem dificil, eu diria que quase não se têm opções. O voto nulo seria a melhor opção?
Escrito por Vivis às 10h59
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“O silêncio pode ser a maior das violências, também acho maldade, desrespeito, desnecessário. E o pior: é muita covardia”.
(Dani)
Escrito por Vivis às 17h09
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magoada-iludida-machucada
Pensei muito no que a Bruna escreveu no post aí de baixo. E ela tem toda razão quando diz que nenhum amor é supervalorizado. Não é mesmo. Mesmo que não tenha sido um amor com todas as letras. E mesmo que eu não tenha motivos para ficar magoada-iludida-machucada (/LB) eu fiquei. Mesmo que não tenha sido um amor, mas uma paixão, ou só desejo mesmo.
Apesar de todos esses pesares, da amizade que ruiu, dos não-encontros e de toda a energia despendida com o que seria simples e fácil, esse quase-amor (que ainda sinto) me fez esquecer um grande amor. Esquecer a tal ponto de encontrá-lo na rua e não sentir nada diferente do que eu sinto quando vejo alguém que conheço e que só foi um amigo de bar e balada.
Se eu ainda tiver que chorar por causa disso, como ontem, que eu vi o que não queria, porque eu gosto de auto-sabotagem, ou se tiver que mandar mais e-mails, e escrever mais posts, e mandar mensagens de texto eu vou fazer. Eu vou fazer porque eu não me conformo com o silêncio. Eu não estou suportando a amizade que me foi dita tão importante, e tão amizade, esvair assim. Porque eu não me conformo em deixar as conversas para depois e esse depois nunca chegar.
Se o dono da minha dor soubesse (e eu sei que ele sabe) o quanto me magoa com todo esse silêncio, não faria isso. Eu nunca magoei ninguém assim (pelo menos, nunca fiquei sabendo que tivesse feito alguém sofrer por ser cuzona) e gostaria de saber como é que o outro se sente assistindo isso. Será puro sadismo? Não sei...
Eu sei que estou confusa, e repito as mesmas coisas de formas diferentes. Eu não tenho muito que dizer diferente disso nestes dias. Estes dias que passam assim, sem graça, sem alegria. Eu só queria reencontrar a minha vontade de sorrir e de rir de mim mesma.
Escrito por Vivis às 15h10
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